Rondônia, 08 de Julho de 2020
ESPORTES

Bernie Ecclestone diz que não vai deixar legado na F1 ao morrer: "Vou ser esquecido em meses"

Fonte: Assessoria
  • Bernie Ecclestone diz que não vai deixar legado na F1 ao morrer:
Por Globoesporte.com


Aos 89 anos de idade, Bernard Charles Ecclestone é um dos nomes mais respeitados da história da Fórmula 1. Bernie comandou a categoria com mãos de ferro por décadas e ajudou na sua popularização. E acredita que isso não vai significar nada quando morrer. Para ele, seu legado na F1 simplesmente não existe.

- Eu não tenho um (legado). Vou desaparecer e ser esquecido em alguns meses, assim como a maioria das pessoas - disse.

A declaração sincera - marca registrada de Bernie - aconteceu em entrevista ao "Beyond the Grid", podcast oficial da Fórmula 1. Ele acredita que as pessoas não têm dificuldade em se adaptar a novas pessoas, ideias e novos tempos. Inclusive, acredita que o mundo muda cada vez mais rápido.


- Ninguém se lembra. O mundo segue, com novas pessoas, novas coisas acontecem. O mundo está mudando muito rápido em relação ao que era antes, talvez em relação há uns 20 anos. É fácil para as pessoas caminharem para novas coisas, novas ideias - avaliou.

Até a venda da Fórmula 1 para o grupo "Liberty Media", em 2016, Bernie Ecclestone ocupou o cargo de CEO da categoria e foi responsável por alavancar a profissionalização e os lucros do esporte.

Sua trajetória na categoria ganhou relevância em 1978, ano em que se tornou chefe da Associação dos Construtores da Fórmula 1 (Foca) e passou a deter os direitos para que as provas fossem transmitidas.


Porém, antes mesmo de atuar como dirigente, Bernie já tinha alguma história na F1: ele tentou se qualificar duas vezes para Grandes Prêmios em 1958. Na década de 70, comprou a equipe Brabham.
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