Rondônia, 10 de Agosto de 2020
MUNDO

Departamento de Justiça dos EUA indicia integrantes do exército chinês por invasão à Equifax

Fonte: Assessoria
  • Departamento de Justiça dos EUA indicia integrantes do exército chinês por invasão à Equifax
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou o indiciamento de quatro integrantes do Exército Popular de Libertação da China pela invasão do sistema do birô de crédito Equifax. A ação resultou no acesso indevido a dados de 145 milhões de norte-americanos e gerou um processo que custará centenas de milhões de dólares para a empresa.

Os quatro acusados são Wu Zhiyong, Wang Qian, Xu Ke e Liu Lei. De acordo com o Departamento de Justiça, eles eram membros do 54º Instituto de Pesquisa das forças armadas chinesas.

Eles foram acusados dos crimes de conspiração, fraude informática, espionagem comercial, acesso não autorizado e dano a computador protegido.
O processo tramita em uma corte da cidade de Atlanta, estado da Geórgia, onde ficava a infraestrutura de dados da Equifax. Ninguém foi preso.

A investigação das autoridades americanas concluiu que o quarteto agiu em conjunto para explorar uma vulnerabilidade no software Apache Struts que era usado em um site da Equifax que permitia que consumidores corrigissem suas informações de cadastro. A empresa reunia informações sobre os consumidores para oferecer serviços de análise de crédito a instituições financeiras.

Depois de conseguirem credenciais de acesso, os hackers aprofundaram seu alcance na rede da empresa utilizando 34 servidores intermediários em mais de uma dezena de países para ocultar a origem da invasão. No entanto, cerca de 9 mil consultas ao banco de dados da Equifax foram realizadas diretamente de endereços IP chineses. As autoridades informaram que, até o momento, não há indício de que as informações roubadas tenham sido utilizadas.


A ação ocorreu de maio a julho de 2017. A brecha explorada pelos hackers era conhecida desde março do mesmo ano, e poderia ter sido corrigida com uma atualização de software para fechar o caminho de entrada.

Este não é o primeiro processo movido pelo Departamento de Justiça contra supostos hackers do exército ou do governo chinês. A primeira ação, em 2014, alegou que cinco oficiais militares invadiram sistemas de empresas americanas para fins de espionagem comercial. Em 2018, os Estados Unidos processaram oficiais de inteligência do governo chinês pelo roubo de informações referentes a motores de aviões.

Fora do âmbito judicial, autoridades americanas já acusaram a China de patrocinar ataques contra empresas e órgãos públicos americanos.
A China sempre negou envolvimento nas ações, afirmando que os Estados Unidos não possuem provas desses ataques e que o país também é vítima de ataques.
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