Rondônia, 20 de Outubro de 2020
POLÍCIA

Motorista que atropelou e matou ciclista em racha tem pedido de habeas corpus negado pelo TJ-RO

Fonte: Do G1 RO
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A Justiça de Rondônia negou pedido de habeas corpus para o motorista de 24 anos que atropelou e matou um ciclista no Espaço Alternativo, em Porto Velho. Gabriel Vilela Dantas está preso desde 24 de julho. A vítima, Thiago da Silva Santos, de 22 anos, foi arremessada cerca de 30 metros após ser atingida pelo veículo de Gabriel.

O habeas corpus solicitado pela defesa de Gabriel Vilela Dantas Lima Pinto alegava que a prisão preventiva era ilegal, em razão de "estarem presentes os requisitos autorizadores". O advogado também requereu a concessão da liberdade em sede de liminar, ou a aplicação de outras medidas cautelares diversas da prisão cautelar.

A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Rondônia, em decisão unânime, negou o habeas corpus com pedido de liminar e manteve a prisão preventiva de Gabriel Vilela.

Para os desembargadores, não houve qualquer ilegalidade na decisão do juiz de primeiro grau, que foi quem decretou a prisão preventiva.

Prisão

Gabriel foi preso em flagrante no mês de julho, segundo consta no processo, pois praticou o crime de homicídio doloso ao dirigir e participar de uma disputa de racha.

De acordo com a denúncia, no momento em que os suspeitos Gabriel Vilela e Vitor Renato Lopes da Silva consentiram em participar da disputa de racha, ambos sabiam do risco que a ação poderia causar a outros veículos ou pedestres presentes no perímetro do Espaço Alternativo.

Após ter atropelado Thiago, Gabriel tentou fugir do local. No entanto, por intervenção de populares e policiais militares, o suspeito não conseguiu.

A prisão é uma forma prudente para evitar que, caso o suspeito fique em liberdade, venha fujir da aplicação da lei penal, segundo a Justiça de Rondônia.

O fato do Gabriel Vilela ser motorista profissional de aplicativo e demostrar uma conduta para prática de disputa de racha em via pública, foi observado pelos membros da Câmara que a liberdade do suspeito geraria intranquilidade social e traria riscos à integridade física de todos.
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