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OPERAÇÃO GOLDEN PLATING: MPRO denuncia seis investigados por fraude em licitações de tubos corrugados

Esquema envolvia prefeitura de Rondônia e Consórcio de Municípios

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O Ministério Público de Rondônia (MPRO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu nesta terça-feira (28) denúncia contra seis investigados no âmbito da Operação Golden Plating. A ação apura um esquema de fraude em licitações para aquisição de tubos corrugados de polietileno de alta densidade (PEAD), com direcionamento de contratos, simulação de concorrência e superfaturamento em prefeituras do estado.

Segundo a denúncia, o grupo é acusado dos crimes de associação criminosa, frustração do caráter competitivo de licitações, fraude em contratos administrativos, peculato, corrupção ativa e passiva, crimes contra a ordem econômica e lavagem de dinheiro.

As investigações foram conduzidas pela Polícia Federal a partir de informações da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO). De acordo com o MPRO, três empresas que formalmente disputavam as licitações integravam, na prática, o mesmo grupo econômico, operando sob gestão centralizada.

A investigação identificou vínculos familiares e profissionais entre os envolvidos, compartilhamento de endereços de internet, administração conjunta de certificados digitais, elaboração coordenada de propostas e movimentação financeira entre as empresas, elementos que, segundo a acusação, comprovam a simulação de concorrência para favorecer o grupo.

Laudos técnicos apontaram prejuízo de R$ 8.389.226,84 aos cofres públicos em razão do sobrepreço nas contratações. Na denúncia, o MPRO requer que esse valor seja fixado como reparação mínima dos danos materiais, além do pagamento de R$ 838.922,68 por dano moral coletivo.

O Ministério Público também pediu a manutenção das medidas de bloqueio patrimonial já deferidas pela Justiça, que atingem 42 veículos, R$ 504.715,72 em valores, 1.570 cabeças de gado e três imóveis, como forma de garantir eventual ressarcimento ao erário.

A Operação Golden Plating já havia cumprido 16 mandados de busca e apreensão em municípios como Porto Velho, Ji-Paraná e Cacoal. O MPRO afirma que a denúncia representa mais uma etapa do trabalho de responsabilização dos envolvidos, recuperação dos recursos públicos e proteção da livre concorrência nas contratações públicas.

Fonte: Rolim Notícias

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Senador Flávio Bolsonaro apresenta defesa escrita e falta a depoimento na Polícia Federal em inquérito por calúnia

Parlamentar é investigado por postagem em rede social envolvendo o presidente Lula; defesa nega atribuição de crimes e aponta interpretação errônea do texto.

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O senador Flávio Bolsonaro, filiado ao Partido Liberal pelo estado do Rio de Janeiro, apresentou nesta última terça-feira, 28/07/2026, uma manifestação escrita e optou por não comparecer ao depoimento marcado pela Polícia Federal no inquérito em que é formalmente acusado do crime de calúnia contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A oitiva estava agendada para as 14h, mas a equipe de advogados do parlamentar encaminhou ao delegado responsável uma petição com sua defesa, solicitando a substituição do depoimento presencial pelo documento. Por ostentar a condição de investigado, o senador tem o direito legal de não prestar depoimento.

O delegado Antônio Carlos Knoll, responsável pela condução do inquérito, informou formalmente ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal e relator do caso, que o senador foi devidamente intimado, mas preferiu exercer o direito de defesa por meio escrito. O procedimento teve origem após uma postagem feita pelo parlamentar na rede social X no dia 3 de janeiro de 2026, data em que o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado pelos Estados Unidos. Na ocasião, Flávio escreveu que o colega estrangeiro seria delatado e associou o fim de fóruns políticos internacionais a crimes como tráfico e lavagem de dinheiro, o que levou a Polícia Federal a concluir em junho que houve calúnia contra o chefe do Executivo federal.

Argumentos da defesa e possibilidade de retratação

Na manifestação protocolada perante a autoridade policial, a defesa do parlamentar negou categoricamente a prática do crime de calúnia. O documento sustenta que, em nenhum momento da postagem, seja de forma expressa ou implícita, os tipos penais descritos foram atribuídos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujo nome sequer estaria citado na segunda oração da mensagem. Segundo a argumentação jurídica apresentada, vincular o presidente da República aos fatos imputados ao ex-mandatário venezuelano representa uma construção interpretativa equivocada da publicação, sem qualquer amparo literal no texto original divulgado na internet.

O depoimento do senador havia sido expressamente autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes após um pedido formal apresentado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet. Em sua manifestação, o chefe do Ministério Público Federal destacou a previsão legal que permite ao investigado apresentar uma retratação pública de suas declarações, medida que, caso adotada, tem o condão de isentá-lo de eventual condenação criminal. Por esse motivo específico, o inquérito policial havia retornado para diligências na corporação logo após a conclusão inicial da investigação.

  • Perguntas Frequentes

Qual foi o procedimento adotado pelo senador Flávio Bolsonaro diante da intimação da Polícia Federal?

O parlamentar não compareceu ao depoimento presencial e apresentou uma manifestação escrita por meio de seus advogados.

Qual é o teor da investigação conduzida contra o senador no Supremo Tribunal Federal?

Ele é acusado do crime de calúnia contra o presidente da República em decorrência de uma postagem feita na rede social X.

Qual argumento central foi utilizado pela defesa para refutar a acusação de calúnia?

Os advogados alegaram que a associação entre o presidente e os crimes citados na publicação é uma interpretação errônea do texto original.

Com informações de André Richter – Repórter da Agência Brasil

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