Capital de Rondônia é a única representante da Região Norte na lista das 50 maiores taxas de homicídios de 2025; estudo reforça os desafios da segurança pública no Brasil e destaca a concentração de cidades nordestinas no levantamento.Material de referência geográfica
Porto Velho ocupa a 48ª posição em levantamento internacional sobre homicídios; estudo também inclui outras cinco cidades brasileiras e reforça a necessidade de ações integradas de combate à violência
Porto Velho passou a figurar entre as 50 cidades com as maiores taxas de homicídios do mundo em 2025, segundo levantamento divulgado pelo Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, organização mexicana que monitora os índices de violência em grandes centros urbanos.
A capital de Rondônia aparece na 48ª colocação do ranking mundial, registrando uma taxa de 30,07 homicídios por 100 mil habitantes. O estudo aponta que foram contabilizados 163 homicídios em uma população estimada de 542.022 moradores durante o período analisado.

Porto Velho vista aérea — Foto: Prefeitura de Porto Velho/Leandro Morais
O Resultado coloca Porto Velho ao lado de cidades historicamente marcadas por elevados índices de violência urbana, como Fortaleza, Recife, Salvador e Maceió, além de municípios do México, Equador, Colômbia, Haiti, África do Sul e Estados Unidos.
Cenário preocupa Rondônia
A presença de Porto Velho no ranking internacional reforça o desafio enfrentado pelas autoridades de segurança pública em Rondônia. Embora a capital esteja distante das primeiras posições da lista, o fato de integrar um levantamento que reúne as cidades mais violentas do planeta evidencia a necessidade de ampliar investimentos em prevenção, inteligência policial, políticas sociais e integração entre os órgãos públicos.
Especialistas costumam destacar que os índices de homicídios estão diretamente relacionados a fatores como atuação do crime organizado, tráfico de drogas, desigualdade social, acesso a armas de fogo e eficiência das políticas públicas de segurança.
No caso de Porto Velho, o crescimento populacional, a expansão urbana e a posição estratégica do estado na região Norte também representam desafios para as forças de segurança.
Brasil tem seis cidades na lista
Além de Porto Velho, outras cinco cidades brasileiras aparecem entre as 50 mais violentas do mundo em 2025:
- Fortaleza (CE) – 32ª posição
- Feira de Santana (BA) – 33ª posição
- Recife (PE) – 36ª posição
- Maceió (AL) – 38ª posição
- Salvador (BA) – 44ª posição
- Porto Velho (RO) – 48ª posição
Entre elas, Fortaleza é a cidade brasileira mais mal colocada no levantamento, com taxa de 39,19 homicídios por 100 mil habitantes.
Ranking é liderado por cidades da América Latina
O levantamento mostra que a violência letal continua concentrada principalmente na América Latina e em parte da África.
A cidade mais violenta do mundo em 2025 é Porto Príncipe, no Haiti, com uma taxa de 197,43 homicídios por 100 mil habitantes. Em seguida aparecem Babahoyo, no Equador, e Mandela Bay, na África do Sul.
O México segue sendo o país com maior número de cidades presentes na lista, reflexo da atuação de organizações criminosas e conflitos relacionados ao narcotráfico.
Prefeitura destaca ações preventivas
Em nota, a Prefeitura de Porto Velho informou que recebeu os dados do levantamento e ressaltou que o enfrentamento da criminalidade depende da atuação conjunta entre os diversos órgãos públicos.
A administração municipal lembrou que a responsabilidade constitucional pela segurança pública é do Governo de Rondônia, mas afirmou que vem contribuindo com iniciativas voltadas à prevenção da violência, entre elas a implantação da Atividade Delegada e a criação da Guarda Municipal.
Como o ranking é elaborado
O ranking é produzido anualmente pelo Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, entidade da sociedade civil sediada no México.
O estudo considera apenas cidades com mais de 300 mil habitantes e utiliza como principal indicador a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, metodologia que permite comparar municípios de diferentes tamanhos populacionais.
Segundo a organização, os dados são obtidos prioritariamente em fontes oficiais dos governos. Quando essas informações não estão disponíveis ou apresentam inconsistências, o levantamento pode recorrer a estimativas e outras bases independentes.
Embora o ranking seja amplamente divulgado internacionalmente, os resultados devem ser interpretados levando em consideração as diferentes metodologias de registro de homicídios adotadas por cada país, além da disponibilidade e qualidade das informações oficiais.
As informações são do G1.