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BR-364: TCU aprova concessão da Rota Agro Central com previsão de leilão para dezembro

O Plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou por unanimidade o prosseguimento do projeto de concessão da Rota Agro Central, corredor rodoviário de 887,6 quilômetros que conecta a região metropolitana de Cuiabá (MT) ao município de Vilhena, em Rondônia, compreendendo trechos das BR-070,…

BR-364: TCU aprova concessão da Rota Agro Central com previsão de leilão para dezembro

O Plenário do Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou por unanimidade o prosseguimento do projeto de concessão da Rota Agro Central, corredor rodoviário de 887,6 quilômetros que conecta a região metropolitana de Cuiabá (MT) ao município de Vilhena, em Rondônia, compreendendo trechos das BR-070, BR-174 e BR-364. O governo federal pretende realizar o leilão do lote, denominado CN3, no dia 10 de dezembro de 2026, após a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) incorporar as adequações exigidas pelo tribunal e publicar o edital oficialmente.

O traçado da Rota Agro Central divide-se em quatro segmentos principais: a BR-070, que liga Várzea Grande a Cáceres; a BR-174, entre Cáceres e Comodoro; a BR-364, de Sapezal até a divisa com Rondônia; e o trecho rondoniense da BR-364, que se estende até Vilhena, onde se conecta diretamente à Rota Agro Norte, concessão que segue até Porto Velho. A integração desses eixos viários permite que a produção de soja e milho de Mato Grosso seja transportada até os terminais portuários da capital rondoniense, viabilizando o escoamento fluvial pela hidrovia do Rio Madeira e direcionando as cargas aos portos do Arco Norte, reduzindo custos logísticos e evitando trajetos mais longos até portos do Sul e Sudeste. Dados do Ministério dos Transportes mostram que a participação dos portos do Arco Norte nas exportações brasileiras de grãos saltou de 16% em 2012 para 36% em 2022, com movimentação superior a 50 milhões de toneladas anuais.

O contrato de concessão terá vigência de 30 anos e estipula investimentos obrigatórios de R$ 5,995 bilhões, com estimativas do setor indicando cerca de R$ 7 bilhões em obras de ampliação e modernização das pistas, além de R$ 4 bilhões em despesas de operação e manutenção durante o período. A modelagem do projeto tramita desde 2021, e em 17 de agosto de 2026 o Ministério dos Transportes aprovou a liberação de mais de R$ 6,5 milhões ao BNDES como ressarcimento pelos custos de elaboração dos estudos técnicos, condicionada à prestação de auxílio para os ajustes exigidos pela ANTT e pelo TCU.

Sob relatoria do ministro Benjamin Zymler, o TCU analisou o impacto de projetos ferroviários previstos para a região — como a Ferrogrão, a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) e a expansão da malha da Rumo — sobre a demanda futura de veículos e determinou modificações no programa de obras. Cerca de 154 quilômetros de terceiras faixas deixaram de ser investimentos obrigatórios imediatos e passaram a depender de gatilhos de tráfego, ou seja, só serão construídos caso o fluxo de veículos atinja níveis previamente definidos. A ANTT concluiu a etapa de participação social em junho de 2025, reunindo mais de 110 contribuições de moradores, entidades e governos locais, que resultaram na inclusão de contornos viários e obras de travessia urbana em pontos críticos.

Fonte: Rondoniaovivo


Fonte: Rondônia Atual.

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