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AGRONEGÓCIO

Exportação de frango recua em faturamento

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Paraná lidera exportações de frango

Foto: Canva

Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (12) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), informa que, em 2025, a exportação brasileira de carne de frango cresceu 0,1% em volume e recuou 1,9% em faturamento. Segundo o boletim, com base em dados do Agrostat Brasil/Mapa, o país exportou 5.161.763 toneladas no período, frente a 5.156.578 toneladas em 2024, enquanto a receita somou US$ 9,556 bilhões, abaixo dos US$ 9,742 bilhões registrados no ano anterior.

De acordo com o Deral, 88,5% do volume exportado correspondeu à carne “in natura”, entre inteiros e cortes, e 2,6% a produtos industrializados, que totalizaram 132.434 toneladas. O documento aponta recuo de 5,9% no volume embarcado de carne “in natura”, passando de 4.855.517 toneladas em 2024 para 4.567.786 toneladas em 2025. No faturamento desse segmento, a retração foi de 5%, de US$ 9,055 bilhões para US$ 8,602 bilhões. “A queda do faturamento foi resultado, basicamente, do menor volume exportado – 5,9%”. O preço médio do produto “in natura” registrou alta de 1%, de US$ 1.864,83 por tonelada em 2024 para US$ 1.883,08 por tonelada em 2025.

O boletim informa que os principais destinos da carne de frango brasileira em 2025 foram Emirados Árabes Unidos, Japão, Arábia Saudita, África do Sul, China e México, com variações distintas em volume e faturamento ao longo do período. No Paraná, houve decréscimo de 3,1% no volume total exportado e de 7,8% na receita cambial. O estado embarcou 2.103.688 toneladas e faturou US$ 3,713 bilhões em 2025, frente a 2.170.631 toneladas e US$ 4,029 bilhões em 2024.

Sobre a carne de frango “in natura” paranaense, foram exportadas 1.860.747 toneladas, com receita de US$ 3,308 bilhões, o que representa 40,7% do volume nacional desse segmento. O preço médio exportado pelo estado recuou 2,2%, passando de US$ 1.817,82 por tonelada em 2024 para US$ 1.777,82 por tonelada em 2025. Segundo o Deral, o Paraná manteve a liderança nacional, com participação de 40,8% no volume total exportado pelo país e 38,9% da receita cambial.

Os demais estados com destaque nas exportações foram Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás. Conforme o boletim, Santa Catarina exportou 1.201.811 toneladas e faturou US$ 2,450 bilhões; o Rio Grande do Sul, 686.359 toneladas e US$ 1,250 bilhão; São Paulo, 330.828 toneladas e US$ 545,678 milhões; e Goiás, 272.908 toneladas e US$ 518,080 milhões. O desempenho frente ao ano anterior variou entre crescimento e retração nos volumes embarcados.

Fonte: Agrolink

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AGRICULTURA

PIB do agronegócio brasileiro cresceu 12,20% em 2025

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No entanto, no último trimestre do ano, houve queda em comparação com o período anterior

Segundo a pesquisa, o resultado foi impulsionado pela elevação dos preços reais ao longo do período — Foto: R.R. Rufino/Embrapa

O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro aumentou 12,20% em 2025, sustentado sobretudo pelo crescimento da produção agropecuária nacional, que também impulsionou os agrosserviços. Os dados foram calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Segundo o Cepea/CNA, o PIB do agronegócio alcançou R$ 3,20 trilhões no ano passado, sendo aproximadamente R$ 2,06 trilhões no ramo agrícola e R$ 1,14 trilhão no ramo pecuário, a preços do quarto trimestre. Com esse resultado, a participação do agronegócio na economia brasileira foi de 25,13% em 2025, acima dos 22,9% registrados em 2024.

Segundo a CNA, apesar da expressiva expansão registrada no acumulado do ano, o resultado foi impulsionado, sobretudo, pela elevação dos preços reais ao longo do período. “Com a incorporação dos dados referentes ao último trimestre do ano, o desempenho do PIB do agronegócio foi relativamente mais contido do que aquele projetado pelas análises parciais. Mesmo assim, o resultado mostrou um crescimento importante, sustentado tanto pelo aumento da produção quanto pela manutenção de preços reais em patamares superiores aos observados em 2024”, destaca a entidade.

Dentre os segmentos, no acumulado de 2025, o PIB dos insumos cresceu 5,37%, impulsionado pelos insumos agrícolas, especialmente fertilizantes, defensivos e máquinas, enquanto os insumos de base pecuária recuaram, influenciados pela queda no valor da produção da indústria de rações.

No segmento primário, o crescimento foi expressivo (17,06%), sustentado tanto pelo aumento da produção agrícola, com destaque para milho e café, quanto pela combinação de preços mais elevados e maior produção na pecuária.

Na agroindústria, o desempenho foi heterogêneo: as atividades de base agrícola recuaram 3,33%, pressionadas pela queda dos preços industriais, enquanto as de base pecuária avançaram 36,54%, influenciadas pela valorização dos preços e pela expansão da produção.

Os agrosserviços também cresceram de forma significativa (13,76%), refletindo principalmente o dinamismo da pecuária.

Quarto trimestre

Na comparação entre o terceiro e o quarto trimestres de 2025, O PIB do agronegócio recuou 1,11%, com reduções em todos os segmentos. As variações negativas foram de 2,32% nos insumos, 0,92% no segmento primário, 1,48% nas agroindústrias e 0,86% nos agrosserviços.

“A desaceleração do crescimento do PIB já era esperada, conforme apontado em relatórios anteriores, uma vez que o avanço expressivo observado nos trimestres precedentes se deveu, sobretudo, à valorização dos preços no setor iniciada na segunda metade de 2024 e que começou a perder força no terceiro trimestre de 2025”, informa a CNA.

Fonte: Por Marcelo Beledeli — Porto Alegre

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