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Governo tem 10 dias para explicar espionagem de servidores antifascistas

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Ministério da Justiça admite que monitorou servidores contrários ao governo, mas diz ter sido atividade distinta de investigação. MPF dá 10 dias ao Executivo para explicar ato deflagrado sem inquérito em andamento ou determinação do Judiciário

Por meio da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), o Ministério da Justiça colocou em prática um plano de monitoramento de 579 servidores da área de segurança pública que se declaram opositores do governo. Os alvos fazem parte de movimentos autodenominados antifascistas, formado por policiais militares e civis. 
Agentes federais também integram o grupo, que está na mira das diligências deflagradas sem inquérito ou pedidos do Judiciário. Em nota, o Ministério da Justiça afirma que a prática não se tratou de investigação, mas, sim, de atividade de inteligência.
Após o caso vir à tona, o Ministério Público Federal pediu explicações do governo sobre o ato, que relembra práticas usadas pelo regime militar. Entre as pessoas monitoradas estão três professores universitários. O Executivo tem 10 dias para atender à determinação, feita pelo procurador regional dos Direitos do Cidadão do Rio Grande do Sul, Enrico Rodrigues de Freitas. 
A atividade suspeita em uma das pastas da Esplanada foi revelada pelo UOL e, de acordo com o portal, foi produzido um dossiê com posicionamentos e endereços nas redes sociais de servidores estaduais e federais.
Apesar de alegar tratar-se de um trabalho técnico, o Ministério da Justiça teria repassado as informações a órgãos políticos, e não só de segurança, o que abre espaço para que servidores sofram retaliações ou punições de caráter ideológico e político. Em nota à imprensa, a pasta afirmou que “cabe à Diretoria de Inteligência, que hoje integra a Secretaria de Operações Integradas (Seopi) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, como atividade de rotina, obter e analisar dados para a produção de conhecimento de inteligência em segurança pública e compartilhar informações com os demais órgãos componentes do Sistema Brasileiro de Inteligência”.
O ministério rebateu as acusações de irregularidades e perseguição e disse que não foi produzido dossiê contra cidadãos, mas que as ações tiveram como intuito prever a prática de crimes. “A atividade de inteligência não é atividade de investigação. Toda atividade de inteligência da Seopi se direciona, exclusivamente, à prevenção da prática de ilícitos e à preservação da segurança das pessoas e do patrimônio público”, frisou o texto. “Não há nenhum procedimento instaurado contra qualquer pessoa específica no âmbito da Seopi, muito menos com caráter penal ou policial. Não compete à Seopi produzir ‘dossiê’ contra nenhum cidadão nem mesmo instaurar procedimentos de cunho inquisitorial.”

Punição

Entidades estranharam o fato de o governo monitorar pessoas por pedirem mais respeito à democracia. Outro fato criticado por elas é uma norma editada pela Controladoria-Geral da União (CGU) que regula a punição para servidores públicos que manifestarem, por meio das redes sociais, “opinião contrária” ao órgão em que trabalha. “Uma simples opinião de um servidor nestes canais (redes sociais), especialmente quando identificadas a sua função e lotação, pode, a depender do seu conteúdo, desqualificar um órgão, gerar graves conflitos ou, em situações extremas, dar azo a uma crise institucional”, destaca um trecho do texto publicado pelo órgão.
Em nota, a CGU negou tentativa de censura e ressaltou que os atos que podem ser punidos são os que “extrapolam” limites. “É importante esclarecer que a CGU não tem qualquer restrição à realização de críticas por parte dos agentes públicos. O que a CGU considera como passível de apuração disciplinar são aqueles atos que extrapolem os limites do razoável.”

Pedido de inquérito

No último fim de semana, a Rede Solidariedade apresentou ação no Supremo Tribunal Federal para pedir abertura de inquérito com o objetivo de investigar a elaboração do dossiê. A legenda afirma que a ação do Ministério da Justiça se trata de perseguição política.

Desvio de atribuição

Criada pelo ex-ministro Sergio Moro para integrar operações policiais contra o crime organizado e redes de pedofilia, a Seopi mudou de atribuições após André Mendonça assumir o Ministério da Justiça. O titular da pasta solicitou investigação completa sobre movimentos que poderiam colocar em risco a “estabilidade política” do governo.
Fonte : Correio Braziliense

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TOLERÂNCIA ZERO AO CRIME: Viaturas blindadas devem chegar nos próximos dias em Rondônia

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Governo de Rondônia dá mais um passo decisivo no fortalecimento da segurança pública com a chegada, nos próximos dias, dos novos veículos blindados adquiridos para atuação das forças policiais. A medida representa um avanço significativo na proteção dos agentes de segurança e no enfrentamento direto à criminalidade em todo o estado.

As primeiras viaturas semi-blindadas devem chegar ao Estado de Rondônia ainda no mês de abril. Neste primeiro momento, foram adquiridos 46 (quarenta e seis) veículos do tipo SUV de grande porte, modelo TrailBlazer, com blindagem parcial conhecidas como “viaturas escudo”. O investimento total é de aproximadamente R$ 16.340.580,00 (dezesseis milhões, trezentos e quarenta mil, quinhentos e oitenta reais).
Antes da entrega, todo o processo passou por rigorosos critérios técnicos. A comissão da Secretaria de Segurança Pública realizou a validação do protótipo, além de acompanhar os testes balísticos conduzidos no laboratório da empresa Dupont Brasil, na cidade de Barueri (SP). Também foram realizados testes dinâmicos em pista, no centro de testes da General Motors, em Sorocaba (SP), com a participação da equipe da Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP), vinculada ao Ministério da Justiça.
Os veículos foram planejados para operar na linha de frente, oferecendo maior segurança aos policiais que atuam diuturnamente no combate ao crime organizado, em operações de alto risco e em áreas consideradas sensíveis. Com tecnologia adequada para situações críticas, os blindados ampliam a capacidade de resposta das forças de segurança, garantindo mais eficiência nas ações e preservação de vidas.
A entrega se consolida como um avanço importante para a segurança pública, pois proporciona mais proteção às equipes policiais, reduzindo riscos operacionais e aumentando a confiança nas ações. Além disso, permite o acesso com maior segurança em áreas de conflito, fortalecendo a presença do Estado onde ela é mais necessária.
A iniciativa integra um conjunto de investimentos estratégicos realizados pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Segurança Pública (SESDEC), que vem intensificando o aparelhamento das forças policiais, valorizando os profissionais e modernizando as estruturas operacionais.
Mais do que reforço logístico, a chegada dos veículos simboliza o compromisso da gestão estadual com a proteção da população e com a valorização dos policiais que estão diariamente nas ruas. Os blindados permitirão maior mobilidade tática, suporte em ocorrências complexas e melhores condições de trabalho para as equipes operacionais.
O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou que o investimento reforça o compromisso do Estado com a proteção da população e a valorização das forças de segurança.

“Estamos investindo de forma responsável e estratégica para garantir que nossos policiais tenham condições adequadas de trabalho. Esses veículos blindados representam mais segurança para quem está na linha de frente e mais tranquilidade para a população de Rondônia”, afirmou.

O secretário de Segurança Pública, Felipe Vital, também ressaltou a importância do reforço operacional.

“Essas viaturas chegam para fortalecer diretamente a atuação policial nas ruas. São equipamentos que aumentam a capacidade de resposta das nossas forças, reduzem riscos nas ocorrências de maior complexidade e elevam o nível das nossas operações no enfrentamento ao crime”, destacou.

Com a chegada dos novos blindados, Rondônia reafirma sua política de fortalecimento da segurança pública, garantindo que os profissionais tenham os recursos necessários para proteger a sociedade com mais segurança, técnica e eficiência.
Fonte: Rondônia Ao Vivo

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