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AGRICULTURA

Soja: semana marcada por incertezas

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Conflito no Oriente Médio e clima movimentam mercado da soja

Foto: Pixabay

A escalada recente do conflito no Oriente Médio tem impactado a logística global e os preços das commodities. Segundo análise “Direto do Campo”, da Grão Direto, divulgada nesta segunda-feira (23), o bloqueio do Estreito de Ormuz elevou os custos de frete marítimo e os prêmios de seguro contra guerra. Ao mesmo tempo, há sinais de tentativa de redução de tensões por parte do Irã após o prazo estabelecido por Donald Trump, o que pode influenciar o comportamento dos preços. “Esse cenário de possível cessar-fogo tende a aumentar a volatilidade nos preços internacionais”, aponta o relatório.

No mercado norte-americano, o foco da semana está na preparação para o relatório Prospective Plantings do USDA, previsto para 31 de março. A expectativa é de aumento da área plantada com soja na safra 2026/27, movimento associado à alta nos custos de fertilizantes nitrogenados, mais utilizados no milho. “A expectativa consolidada é que os produtores norte-americanos ampliem a área de soja”, destaca a análise.

No campo geopolítico, o mercado acompanha a possível reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, prevista para ocorrer entre 31 de março e 2 de abril, em Pequim. A expectativa é de que o encontro envolva discussões sobre novas compras de soja americana pela China. “O cenário é de cautela, já que o histórico de tensões entre as duas potências mantém os investidores atentos”, informa o relatório, ressaltando que eventuais frustrações podem ampliar a volatilidade no curto prazo.

Na América do Sul, as condições climáticas seguem influenciando o mercado. A análise indica um padrão contrastante entre as regiões, com frentes frias atuando no Sul e provocando chuvas frequentes que podem atrasar a colheita, enquanto o Centro-Oeste apresenta irregularidade nas precipitações. No Sudeste, predominam temperaturas elevadas com pancadas isoladas, e no Norte e Nordeste as chuvas continuam mais presentes. “O cenário mantém atenção sobre impactos nas operações de campo e na qualidade das lavouras”, conclui o levantamento.

Fonte: Agrolink – Seane Lennon

Publicado em 23/03/2026 às 17:02h.

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AGRICULTURA

Preço do café tem alta impulsionada por colheita atrasada no Brasil

Cotações do algodão e do suco de laranja também subiram em Nova York nesta segunda (20)

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O preço do café fechou o pregão em alta nesta segunda-feira (20/7) na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega para setembro de 2026 avançaram 1%, cotados a US$ 3,2350 a libra-peso.

O atraso na colheita da safra brasileira segue sendo o maior fator de impulso da cotação. Na sexta-feira (17/7), a consultoria Safras & Mercado informou que 64% da área já foi colhida, abaixo dos 77% registrados na safra anterior.

Cacau

Já o cacau segue em queda. Os contratos da amêndoa com vencimento em setembro de 2026 fecharam em baixa de 0,47%, cotados a US$ 5.507 a tonelada.

Suco de laranja

Os contratos de suco de laranja concentrado e congelado fecharam em forte alta. Os papéis mais negociados, com vencimento em setembro de 2026, estão cotados a US$ 1,4690 a libra-peso, com avanço de 6,30%.

Açúcar

O açúcar encerrou o dia em leve baixa na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em outubro de 2026 caíram 0,13%, negociados a US$ 14,81 a libra-peso.

Algodão

Por fim, o algodão fechou em leve alta. Os papéis da pluma com entrega para dezembro de 2026 recuaram 0,53%, cotados a 79,05 centavos de dólar por libra-peso.

Fonte: Globo Rural

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